Ácido Hialurônico – É apenas um “lubrificante”?

A utilização do ácido hialurônico (AH) para o tratamento da artrose, ganha mais espaço a cada dia em nossa prática médica.

Considerada hoje a principal opção biológica (não paliativa) no combate à artrose, ainda existem muitas controvérsias em relação ao uso correto do AH.

Muitas pessoas, dentre elas alguns médicos, insistem em caracterizar o AH como um “lubrificador” articular. É um conceito equivocado e que pode gerar bastante confusão e erros na indicação do tratamento.

O AH é um dos principais glicosaminoglicanos no nosso corpo. A função dos glicosaminoglicanos, na cartilagem, é participar na estruturação da matriz e melhorar a resistência tecidual. Outra importante função do AH é reduzir a quantidade de mediadores inflamatórios no tecido cartilaginoso.

Dito isto, fica fácil perceber que o tratamento com AH vai muito além de uma mera “lubrificação” mecânica da articulação. O aumento das concentrações de AH na cartilagem promove uma melhora estrutural em todo o tecido, levando assim a uma melhora importante nos sintomas do paciente submetido ao tratamento.

Como se dá o tratamento?

O modelo mais comumente utilizado consiste em três aplicações, com o intervalo de uma semana entre elas, e uma periodicidade anual.

Quem é candidato à terapia?

Qualquer pessoa com lesões na cartilagem articular é candidato a terapia com AH. Porém, o público alvo ideal contempla os indivíduos com lesões degenerativas leves e moderadas.

Em quanto tempo os sintomas melhoram?

Geralmente os sintomas melhoram bastante de 4 a 6 semanas após o início da terapia.

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