O que é melhor? Suturar ou retirar o menisco?

Definição de lesão meniscal

As lesões meniscais podem ser classificadas como grau 1, grau 2 ou grau 3. As duas primeiras são de natureza degenerativa, enquanto a última (grau 3) é a ruptura propriamente dita. Normalmente só são cirúrgicas as lesões classificadas como grau 3.

Opções de tratamento cirúrgico

Quando optado pelo tratamento cirúrgico, a opção pode ser pela sutura (costura) da lesão ou pela meniscectomia parcial (retirada de parte do menisco).

O que define a conduta?

O que vai definir a conduta sempre é a natureza da lesão. Porém, preferencialmente, realiza-se a sutura da lesão para que se mantenha a anatomia e biomecânica original do joelho.

O que acontece se eu retirar um "pedaço" do menisco?

Quando a sutura não pode ser realizada e o paciente é submetido à retirada parcial do menisco, a articulação passa a ter uma chance maior de desenvolver artrose.
Algumas precauções pós-operatórias, como por exemplo o tratamento com Ácido Hialurônico no joelho operado, podem ser empregadas para diminuir as chances de desenvolvimento da artrose na articulação.

Fatores que aumentam a chance de sucesso na sutura das lesões:

    1-Idade do paciente (quanto mais velho, menor a chance de sucesso)
    2-Tempo de lesão (quanto mais antiga a lesão, menor a chance de sucesso)
    3-Tipo de lesão (lesões mais complexas podem representar dificuldade técnica de sutura)

Ginecomastia - Você sabe o que é? Saiba também como tratar.

O que é a Ginecomastia?

Ginecomastia é o aumento benigno da mama masculina, que resulta na proliferação de tecido mamário glandular.

Causas de Ginecomastia

Geralmente ocorre por um desequilíbrio entre o hormônio masculino (andrógeno) e o hormônio feminino (estrógeno).

Ela pode ser fisiológica (natural), dependendo do período de vida do paciente. É bastante comum na infância e na adolescência. Nesses casos a resolução natural ocorre na maioria das vezes.

Pode também ser patológica. Nesse caso, as principais causas são:

    Idiopática (sem causa definida)
    Aumento na produção de estrogênio
    Tumor testicular
    Doença hepática crônica
    Desnutrição
    Hipertireoidismo
    Diminuição de produção de testosterona
    Deficiência de 5-Alfa-Redutase
    Uso de medicamentos

Diagnóstico

    Geralmente é unilateral
    Presença de disco de tecido com consistência firme ao redor da aréola
    A dor está presente mas não é importante

Tratamento

    Observação
    Tratar a causa de base (medicamentosa)
    Cirurgia nos casos não responsivos

Os Perigos do "Sem Lactose".

Atualmente é muito frequente optarmos por alimentos com o rótulo “sem lactose”, acreditando que estamos fazendo algo 100% saudável, não é?

Pois é, segue aqui um alerta para quem acredita que essa substituição pode ser sempre benéfica...

Quando ingerimos alimentos que naturalmente deveriam conter lactose, e trazem o rótulo “sem lactose”, na verdade estamos ingerindo o alimento acrescido da enzima beta-galactosidase, também conhecida como lactase.

O que é a Beta-Galactosidase (Lactase)?

Vale lembrar que a enzima lactase é naturalmente produzida em humanos durante os primeiros anos de vida. Porém, ao final da infância já observamos níveis mínimos de secreção natural da enzima.
A ação da lactase sobre a molécula de lactose, quebra a molécula em uma molécula de glicose e uma molécula de beta-galactose.

O que acontece quando me alimento com produtos contendo Lactase?

Ainda é bastante discutido o efeito do aumento das concentrações de beta-galactose em nosso organismo na idade adulta. Porém, alguns estudos mostram efeitos bastante negativos, principalmente em nosso sistema nervoso central, com o uso abusivo e prolongado desses alimentos.

O que eu posso fazer?

Caso você seja intolerante à lactose, procure os alimentos naturalmente livres de lactose e diminua bastante a ingesta de alimentos adulterados com a enzima lactase.
Caso você não seja intolerante, recomendamos não abusar da ingesta de alimentos com lactose (leite e derivados), pois sabemos que mesmo em pessoas sem sintomas de intolerância, após a primeira infância, a quantidade de secreção natural de nossa enzima lactase é bastante diminuída.


Dieta Low Carb: Entenda as Vantagens e Riscos.

Neste Post vamos responder as 4 perguntas mais frequentes em relação à dieta conhecida como Low Carb (pobre em carboidratos)

    O que é Dieta Low Carb?
    Quais são as vantagens desta modalidade?
    Que riscos envolvem a Low Carb?
    Quem é o candidato ideal para Low Carb?
O que é dieta Low Carb?

Definimos a dieta Low Carb como qualquer plano alimentar que contenha entre 70 e 120 gramas de carboidrato/dia(variando com o peso do paciente). Outra característica presente na dieta Low Carb é a preferência na utilização de carboidratos com baixo índice e carga glicêmicas, retirando-se completamente açúcar refinado e farinha branca da dieta. Faz parte também da estratégia Low Carb, o aumento do consumo de gurduras e proteínas, sendo as primeiras ainda mais presentes na dieta.

Quais são as vantagens desta modalidade?
    1-Redução da fome (devido à dimunuição de produção de grelina e insulina)
    2-Perda de peso
    3-Redução dos níveis de triglicerídeos no sangue
    5-Melhora no perfil de colesterol
    6-Parece melhorar os níveis de pressão arterial
Que riscos envolvem a Low Carb?
    1-Alterações no humor (a diminuição de açúcares pode afetar, no início, a modulação do humor)
    2-Fraqueza e desânimo (é comum a sensação de fraqueza no início da estratégia low carb. Por esse motivo é recomendável não exagerar na atividade aeróbica no início da dieta)
    3-Se mantida por longo prazo, pode diminuir o efeito de perda de peso (nesse caso deve-se intercalar com outras estratégias)
    4-É comum a queixa de mau hálito (apesar de ser mais comum na dieta cetogênica)
Quem é o candidato ideal para Low Carb?

O paciente ideal é aquele que busca como prioridade a perda de peso com ênfase na massa gordurosa. Pacientes hiperinsulinêmicos (insulina alta) fazem parte de um grupo com indicação precisa do método low carb. Porém, é importante lembrar que todo planejamento alimentar deve ser baseado na individualidade de cada um e planejado e acompanhado por um profissional competente.

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6 Atitudes simples para dormirmos melhor.

Aprenda 6 atitudes simples para que você tenha um sono melhor

Atualmente, a falta de uma boa noite de sono é queixa frequente nos consultórios médicos. Porém, existe uma diferença muito grande entre falta de sono e falta do que chamamos "oportunidade de sono". A grande maioria das pessoas que pensam que sofrem de insônia, na verdade, não se dão a correta "oportunidade de sono". O termo "oportunidade de sono" envolve diversas atitudes adotadas antes do real ato de dormir que, quando negligenciadas cronicamente, causam a falsa sensação de insônia (pois a insônia é uma patologia grave e muito mais rara).

É importante reforçar a necessidade que nós, Homo Sapiens, temos de dormir uma média de 8,5h por dia. Isso é inegociável com nossa genética e como os bilhões de anos de evolução.
Você deve estar agora afirmando mentalmente: -"Eu durmo 5 a 6 h por dia e me sinto ótimo". Será mesmo? Você sabia que é cientificamente comprovado que dormir 6h por noite, durante 10 dias, equivale a ficar acordado uma noite inteira. Essa afirmação é respaldada por mais de 20.000 estudos realizados nas últimas décadas. Dentre os autores, recomento as obras do Dr. Matthew Walker, da universidade de Berkeley, na Califórnia.

Retornando à "oportunidade de sono", vamos listar 6 atitudes simples que podem melhorar de forma expressiva o formato do sono. São elas:

1-Diminuir a quantidade de luz artificial a partir das 18:00h e evitar totalmente luz do espectro azul (telas de aparelhos eletrônicos)
2-Evitar consumo de cafeína a partir das 12:00h
3-Evitar atividade física intensa após 19:00h
4-Evitar o consumo de carboidratos simples antes de dormir
5-Tomar banho, de morno para quente, à noite (quem gosta de banho frio, deixe para o amanhecer, aonde o frio pode, de fato, ajudar)
6-Deixar a temperatura do quarto abaixo dos 22 graus celsius (é comprovadamente benéfico adormecer em temperaturas mais baixas)

A maioria dos leitores pode não conseguir colocar alguns ou até mesmo todos os itens acima listados em suas rotinas. Porém é importante que, aos poucos, tomemos consciência da real e imediata necessidade de reorganizarmos nossos hábitos para que não continuemos a desperdiçar nosso maior e mais eficaz elixir reparador, o sono!


Conheça as 5 principais lesões musculares.

Tipos de lesão, como tratar e como prevenir:

As lesões musculares estão presentes na vida de todos. Desde o indivíduo sedentário até o atleta de alto rendimento, todos estamos sujeitos e expostos à lesões da musculatura.

Nas últimas décadas aumentou muito o número de pessoas que praticam algum esporte regularmente, mesmo que de maneira recreativa. isso fez com que a procura por tratamento de lesões aumentasse também.

O impacto das lesões na rotina do indivíduo, bem como a necessidade e urgência no tratamento, são proporcionais a importância que a saúde muscular desempenha na vida de cada um. No caso de um atleta de alto rendimento, é frequente termos que acelerar ao máximo o processo de recuperação muscular. Já no caso de um indivíduo sedentário, podemos ser menos agressivos na estratégia de tratamento.

As lesões musculares representam 50% de todas as lesões relacionadas ao esporte.

Nos Estados Unidos da América acontecem aproximadamente 10 milhões de lesões relacionadas ao esporte por ano. Um número surpreendente não é?

Como acontece a lesão muscular?

A lesão muscular está relacionada à sobrecarga na musculatura, seja por um trauma agudo ou overtraining (excesso de treinamento). Estatisticamente, 65% das lesões ocorrem durante a contração concêntrica do músculo.

Tipos de lesão muscular
Quais são os tipos de lesão muscular?

Lesão grau I: Denominada estiramento muscular, aonde existe uma quantidade muito pequena de fibras lesionadas (menos de 5% do total de fibras no músculo).
Lesão grau II: Nessa situação já existe uma quantidade moderada de fibras lesionadas, porém não ultrapassando de 50% do total de fibras no músculo.
Lesão grau III: É a ruptura propriamente dita da musculatura, com mais de 50% de fibras acometidas.

Quais são as lesões mais comuns? Em ordem decrescente são:

  • Quadríceps (maioria das lesões)
  • Adutores da coxa
  • Panturrilha
  • Flexores da coxa
  • Bíceps braquial
  • Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através de um cuidadoso exame físico. Métodos de imagem como RNM, USG e Termografia podem ser utilizados para confirmar o diagnóstico e acompanhar a evolução do tratamento.

Como é o tratamento das lesões musculares?

O tratamento vai variar com a extensão da lesão, o grupamento muscular acometido e a demanda física do paciente.

De uma maneira geral as lesões musculares são tratadas conservadoramente, com repouso, uso de medição e fisioterapia.

Somente casos muito selecionados são tratados com cirurgia.

Como prevenir as lesões?

Atividade física regular, bom alongamento da musculatura e aquecimento correto antes de iniciar as atividades parece estar relacionado com um menor índice de lesões.


Transplante Osteocondral - Reparo de lesões na cartilagem do joelho.

As lesões na cartilagem são importantes causas de dor e perda de função nos joelhos. O transplante osteocondral, também denominado OATS (Osteochondral Autograft Transfer System), pode ser utilizado para reparo de lesões de até 1 cm de diâmetro na cartilagem articular do joelho.

Consiste na retirada de uma área sadia de cartilagem, acompanhada de aproximadamente 15mm de osso subcondral. Posteriormente, esse bloco osteocondral é inserido no local da lesão.

Após a cirurgia, o paciente deve permanecer sem carga no membro operado por aproximadamente 6 semanas. Após esse período, o paciente já inicia o retorno gradual as atividades físicas.

Assista o vídeo com a técnica cirúrgica:


Rompi o LCA! Quando posso operar?

Saiba o momento ideal para operar o ligamento cruzado anterior do joelho!

As lesões completas do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) do joelho são, em sua grande maioria, tratadas com cirurgia. Uma dúvida frequente entre os pacientes é o tempo de espera até a cirurgia, pois a conduta varia muito entre os ortopedistas.

A importância do Ligamento Cruzado Anterior
Ruptura do LCA.

O LCA é o principal estabilizador em valgo do joelho e o principal restritor da anteriorização da tíbia em relação ao fêmur. Essas características fazem dele um importante estabilizador do joelho. A lesão completa do LCA provoca grande instabilidade e falseios no joelho, principalmente durante a atividade física.

Diagnóstico por imagem

Primeiramente, vamos desfazer uma confusão muito frequente em relação ao diagnóstico. Após o exame clínico do paciente, geralmente a confirmação vem com a ressonância magnética (RM). O momento da realização deste exame, já é o primeiro motivo de controvérsia. É ainda muito comum entre os ortopedistas, o conceito de que se deveria esperar a resolução do derrame articular (edema) para a indicação do exame. Essa espera não aumenta em nada a acurácia do exame, pelo contrário, quando o joelho está edemaciado, a sensibilidade da RM é aumentada. Dito isto, o exame de imagem pode, e deve, ser realizado o mais cedo possível, após a suspeita clínica da lesão.

E agora? Quando operar?

Após a confirmação diagnóstica, existe tempo de espera ideal até a cirurgia?

A resposta é não. Não existe um tempo de espera pré-determinado. O que existe é a necessidade do paciente ter o arco de movimento do joelho restabelecido, já possuir contração ativa normal do quadríceps e não estar mais na fase aguda inflamatória (período de dor e desconforto) após a lesão. Observando estes critérios clínicos, o cirurgião pode realizar a cirurgia com bastante segurança.


O uso de joelheira faz bem? Saiba quando usar e quando evitar!

A auto-prescrição de braces e órteses para os joelhos, popularmente conhecidas como joelheiras, é muito frequente na prática desportiva amadora. Na verdade, existem situações em que o uso está correto e outras situações em que o uso está totalmente contra-indicado. Nesse post não estamos nos referindo à joelheiras de proteção ao impacto, como as utilizadas pelos atletas do vôlei, por exemplo. O objeto deste post são as joelheiras utilizadas na estabilização da articulação durante a prática desportiva.

Primeiro vamos ao conceito biomecânico:

A órtese de joelho tem como função restabelecer ou auxiliar na estabilidade articular do joelho. Ela não tem nenhuma função na retirada ou diminuição de carga da articulação.

Se o brace não consegue diminuir a carga na articulação, não existe indicação nas lesões causadas pelo peso do corpo. Em contra-partida, em lesões que gerem instabilidade, os braces e órteses têm sua melhor indicação.

Modelo simples de joelheira.

Tipos de braces e órteses:

Existem diversos tipos de órteses no mercado. Modelos curtos, longos, adaptáveis, feitos sob medida, sem dobradiça ou com dobradiça.

Alguns modelos são mais simples e outros mais complexos, com mecanismos de estabilização muito eficazes.

Quando está indicado o uso?

Basicamente em qualquer lesão ligamentar o uso da órtese estará indicado. As lesões ligamentares levam à instabilidade da articulação, sendo bastante eficaz o uso do brace nesse caso.

Brace articulado da marca Donjoy.

Quando não está indicado?

Nas lesões de menisco, por exemplo, não há grande benefício no uso da joelheira, visto que a carga axial é o principal fator responsável pela lesão. As lesões de cartilagem entre o fêmur e a tíbia também não possuem indicação para o uso de órteses.

Quando pode fazer mal?

As lesões de cartilagem entre a patela e o fêmur podem piorar bastante com o uso de joelheiras, devido ao aumento de pressão entre os dois ossos.

O mais importante é que o uso do brace seja prescrito pelo seu médico. Pois a correta identificação da patologia é feita de forma mais acertada pelo médico ortopedista.


O uso de bota corrige o pé chato? Saiba o que é verdade e o que é mito.

Todos sabem o que é o pé chato, conhecem ou já conheceram alguém que apresente esse quadro.

O que poucos sabem, é que o uso da tão famosa “bota ortopédica”, bem como medidas como “andar na areia” e “enrolar toalhas com os pés”, não estão indicadas no tratamento do quadro. Muitas pessoas (eu inclusive, rsrsrs) ao lerem esse post, vão descobrir que usaram aquele calçado horrível sem necessidade. Ao longo do post vamos explicar os motivos…

O nome correto do “pé chato” é Pé Plano. Ele é definido pela diminuição ou ausência do arco plantar (curvinha que temos na face interna do pé).

Pé Normal vs Pé Plano

Todas as crianças nascem com os pés planos, e os pés se mantém planos até os 2 anos de idade. Ao longo do desenvolvimento, o arco plantar é formado. Normalmente, aos 5 anos de idade o arco está formado. Em algumas situações, existe um atraso na formação do arco. Aí é que começa a confusão… Alguém indica o uso da bota, e a criança que já ia formar o arco normalmente, acaba formando o arco “por causa” da bota. Entenderam? A bota leva os créditos por uma melhora que iria acontecer, independente de qualquer tratamento.

É recomendável uma avaliação ortopédica para todas as crianças que não possuem o arco plantar formado aos 5 anos de idade. Essa consulta vai servir para definir se o pé plano está relacionado com alguma deformidade óssea importante ou com alguma outra patologia. Na imensa maioria dos casos, como já foi dito anteriormente, não será necessário nenhum tipo de tratamento específico.

Palmilha para elevação do arco plantar.

Nos casos em que o pé plano persiste até a adolescência e a vida adulta, devemos observar os sintomas. Caso o paciente não apresente nenhum tipo de sintoma, nenhum tratamento está indicado.

No caso de sintomas dolorosos (geralmente no tornozelo), está indicado o uso de palmilha de elevação do arco plantar para melhora dos sintomas.

Importante salientar que a palmilha não corrige o pé plano, apenas promove melhora dos sintomas.